1. Seu objetivo é chacoalhar a plateia e fazer as pessoas saírem da zona de conforto.
  2. Provocativo e com humor ácido, Pondé inevitavelmente faz os participantes refletirem sobre suas ideias, conceitos e pré-conceitos, abalando os consensos.
  3. Concilia uma carreira acadêmica sólida com uma presença constante no debate público, por meio de colunas no jornal Folha de S. Paulo e dos comentários no Jornal da Cultura, da TV Cultura.

  1. Ética, Política e Comportamento
  2. Religião e Espiritualidade
  3. Mídia e Mídias Sociais
  4. Tensões Contemporâneas: comportamento e moral
  5. Mudanças de Paradigma Causadas pelos avanços técnicos e científicos

Quem é

Professor da PUC-SP e da FAAP, colunista do jornal Folha de S. Paulo, pesquisador da Fapesp, professor convidado da Universidade de Marburg, da Universidade de Sevilla e do Kings College de Londres. É autor de O Homem Insuficiente (Edusp, 2001), Conhecimento na Desgraça (Edusp, 2004), Do Pensamento no Deserto (Edusp, 2009), Crítica e Profecia, filosofia da religião em Dostoiévski (Editora 34, 2003) Contra Um Mundo Melhor (LeYa, 2010), Para entender o Catolicismo Hoje (Benvirá, 2011) e Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (LeYa, 2012).

Saiba mais

Detalhe dos Temas

Atacado e polêmico, o darwinismo é uma das mais poderosas teorias científicas já produzidas. Seus desdobramentos são fontes contínuas de medo e desconhecimento. O curso visa aprofundar algumas das mais importantes frentes do pensamento darwinista a partir da leitura de clássicos na área.
Tema capital de nossa época: luto das utopias. Como a comunicação ajudou a desarticular essa utopia? A palestra reflete sobre o atual relativismo dos critérios de valores, sobre os perigos da ciência, os comportamentos efêmeros e sobre o consumo como sentido da vida diante do fracasso dos grandes sistemas de sentido, como a religião, a moral e a política.
Solidão, infantilidade e fragilidade: o medo da consciência diante do envelhecimento. A dependência do olhar do outro. A insegurança como horizonte emocional e a busca da autossuficiência imaginária. A marginalização dos idosos. A juventude como produto ideológico. O fracasso da utopia da autonomia existencial.
Apaixonar-se e desapaixonar-se: a publicidade logo descobrirá que pessoas solitárias consumem mais e ai se lançará numa crítica contundente da ilusão do amor no mundo contemporâneo. A mulher castradora e o homem fóbico. O mercado do amor. O outro como mau investimento. Os especialistas no impasse do amor.
O sagrado voltou: a religião é o maior sistema de sentido produzido pelo ser-humano (ou pelos deuses). O que a comunicação nos diz sobre a falta de sentido da vida no mundo contemporâneo?
O conceito de niilismo fez escola na filosofia e grande literatura, principalmente na Alemanha e Rússia no século 19. A palavra ‘nihil’ em latim significa nada, e niilismo descreve o ‘nada do fundamento do valor’, o que pode produzir duas formas de sentimento: o afeto melancólico e ressentido diante do vazio dos valores (o covarde moral, objeto de crítica furiosa de Nietzsche) ou a sensação de que podemos fazer tudo exatamente porque nada tem fundamento para além dos produtos culturais humanos (objeto da reflexão detida de Dostoievski, Turguêniev e Bakuinin).

De lá pra cá, o niilismo é nome odiado ou objeto de culto, representando às vezes medo, às vezes liberdade definitiva. Em que medida o niilismo é parte essencial da experiência pós-moderna? De que maneira determina o modo de consumo de homens e mulheres que se veem ameaçados pela liberdade de serem filhos do Nada?

Mitos são estruturas profundas do psiquismo ancestral humano e não descrição de fatos históricos, são uma espécie de verdade que fala de nossas repetições inconscientes; em Babel sonhamos em viver num jardim de delícias e tudo o que conseguimos é ampliar as fronteiras do inferno.
A filosofia é a mãe de todo o conhecimento: seu efeito é sempre ampliar nossa visão das coisas. Especificamente na relação com a comunicação, ela nos ajuda a compreender comportamentos, afetos, sexualidade, expectativas e tendências. É uma ferramenta em planejamento estratégico. Quando estabelecemos uma conversa, o que buscamos comunicar? A comunicação visa à ação ou ao convencimento? A palestra mostra a importância de se refletir sobre as formas de expressão do ser humano.
Existem fantasmas? Existe vida depois da morte? O conceito de sobrenatural tem um lugar preciso na história da filosofia e das religiões, na psicologia e na literatura: vultos na noite, gritos, ideais de perfeição pós-morte, maldição eterna, demônios, fogueiras, mulheres lindas transformadas em almas penadas. Ouçamos suas vozes e lamentos.
Deus sempre foi um dos maiores temas da filosofia. A partir da Modernidade, o lugar de Deus no pensamento filosófico se torna ainda mais dramático. O curso percorre desde o judaísmo antigo, passando pela Grécia e pelos “romances femininos heréticos” da Idade Média, até os impasses modernos e pós-modernos.
A partir do pensamento de Zigmunt Bauman sobre o amor líquido, este curso analisa os laços humanos e sua fragilidade na sociedade de hoje. Entenda as transformações do modo de viver e conceber o amor desde Platão até a época atual, definida pelo sociólogo alemão como modernidade líquida.
Na tradição judaico-cristã, os conceitos de vício e pecado descrevem desequilíbrios da natureza humana que seriam responsáveis por sofrimentos, crueldade e imperfeições. Este curso quer discutir estas noções para além do lugar de infelicidade a que tradicionalmente foram relegadas. Afinal, não seriam o vício e o pecado também uma face da natureza humana? Mais ainda: definidores e responsáveis pela própria humanidade? Não seria o ser humano um “monstro deformado pela perfeição” se ele não tivesse vícios e pecados? Estas e outras questões serão analisadas e debatidas à luz de grandes autores da filosofia e da literatura.

  1. Orgulho e ambição – “Macbeth”
  2. Tristeza e melancolia – “Hamlet”
  3. Luxúria – Nelson Rodrigues e Marquês de Sade
  4. Preguiça e falta de esperança – Santo Agostinho e São Tomás de Aquino
O século 20 viu nascer uma ciência da sexualidade. Seu impacto sobre o comportamento e o afeto dos homens e das mulheres de hoje parece ser enorme. Das savanas africanas aos escritórios cheios de mulheres emancipadas, passando pelos quartos onde casais assustados contemplam os novos modos de ser homens e mulheres, o curso pretende narrar a história da sexualidade contemporânea.

  1. A desconstrução psicológica da sexualidade: sexualidade como sintoma
  2. A desconstrução social da sexualidade: o conceito de gênero e o fim do masculino e feminino
  3. A desconstrução biológica da sexualidade: o animal no homem e na mulher
  4. O mercado do amor e a liberdade sexual: O medo do homem, a solidão da mulher
A pós-modernidade é um conceito que discute ética, arte, psicologia, política. A intenção é oferecer um diagnóstico de nossa época e apontar estratégias de sobrevivência.

  1. O luto da razão: a indiferença moral da ciência
  2. A derrota do pensamento e o modelo terapêutico
  3. O rolo compressor relativista: ambivalência dos valores e niilismo
  4. A cultura narcisista e a ideologia da juventude
  5. O mal-estar da liberdade, o amor inviável e a sexualidade
A filosofia é, entre tantas coisas, uma arte de compreender e falar de modo preciso acerca dos problemas da vida: sucesso, tristeza, amor, medo, sexo, morte, conhecimento. O ambiente aristocrático francês produziu um modo específico de fazer filosofia, por meio de máximas e fragmentos, uma tradição que se faz presente até o século 20 entre alguns dos maiores filósofos. Frases inteligentes e sofisticadas cujo destino era analisar detalhes, criticar comportamentos ou simplesmente seduzir os homens e as mulheres ao redor. O objetivo do curso é, além da discussão, a intimidade com alguns desses fragmentos de elegância filosófica.

O medo é uma realidade ancestral para o ser humano. Na pós-modernidade, ela assume faces novas: o medo da dúvida moral, da alma vazia, do mercado cruel, da falta de horizonte. O curso aborda o conceito de medo e sua manifestação na época atual, definida pelo sociólogo Zygmunt Bauman como a “era dos temores”.

O que é o mal? Razão despedaçada, mundo dilacerado, linguagem muda, exílio no mundo sem significado? O curso é uma espécie de ‘história alternativa da filosofia’, na qual o mal é o objeto supremo da indagação racional. A intenção do curso é apresentar as faces do mal na história da filosofia, retratadas nas obras de grandes pensadores.

A filosofia tem se preocupado com o amor desde sempre. Instrumento e fim da realização plena do ser humano para alguns, para outros, lugar da loucura e da perdição. Ao mesmo tempo cura e doença, o amor une homens, mulheres e deuses num movimento infinito de gozo e dor. O curso aborda algumas faces do amor na história da filosofia.

A pós-modernidade é marcada por várias faces: insegurança da razão e ambivalência dos valores, luto das utopias, fim dos projetos históricos, fracasso do amor. Uma outra forma de compreender a contemporaneidade é vê-la como uma chance de retomar a consciência para além das ilusões modernas. O curso aborda a obra do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos maiores pensadores da pós-modernidade.

A tragédia é um conceito religioso, literário e filosófico que, desde a Grécia, paira como uma indagação infinita sobre o futuro dos seres humanos, o sofrimento, a morte, enfim, o sentido da vida. O objetivo do curso é analisar 4 passos e conceitos básicos da condição trágica.

Hoje é comum se falar de uma “reação conservadora” em curso no mundo. Da religião à política, da ética ao sexo, a desorientação na pós-modernidade é a regra geral. A filosofia produziu um pensamento conservador consistente desde a Revolução Francesa, mas, devido ao preconceito intelectual, ele acabou por não ser estudado na academia por muitos anos. A questão é: “Afinal, conservar o quê?”

O que o público diz

Muito me impressionou a capacidade do professor para transmitir o conteúdo de maneira clara e com profundidade; didática e conhecimentos profundos.
O professor Pondé é ótimo, suas observações são pautadas e diversificadas. A descontração torna o curso mais leve, considerando que o tema apresentando tem a necessidade de um conhecimento mínimo prévio. O curso é ótimo, o tema interessante e irá me ajudar em minhas aulas, pois trouxe uma nova perspectiva.

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